Helena Coelho em Milão: "Prescindi de algumas coisas para ser mãe aos vinte anos, mas são opções, e eu fiz a minha"
Em Itália, a modelo e apresentadora falou sobre a filha, de sete anos, mas não sobre o fim da relação com Carlos Canto Moniz.
Helena Coelho em produção para a CARAS
Rodrigo Freixo
Numa altura em que a sua vida profissional está mais virada para a televisão (acabou de apresentar o programa Só Visto! e a rubrica Destinos.pt na RTP), Helena Coelho não deixa a moda completamente de lado e voltou a desfilar numa das principais capitais da moda europeia: Milão. A apresentadora e modelo viajou até Itália a convite da Triumph, desfilando no Museu La Triennale de Milano a criação da concorrente portuguesa do Triumph Inspiration Award. A CARAS aproveitou a oportunidade e levou Helena a passear pelas ruas da cidade italiana. Na entrevista, a apresentadora falou da filha, Mariana, de sete anos, mas recusou-se a comentar o final da relação com Carlos Canto Moniz.
- Com este evento da Triumph, voltou a desfilar em lingerie. É uma situação constrangedora?
Helena Coelho - Não, de todo. Quando somos manequins, habituamo-nos a lidar bem com o nosso corpo, ou seja, a sentirmo-nos confortáveis com ele. Além disso, as pessoas não estão a olhar para o nosso corpo, mas para as peças. Não sinto que esteja a expor-me, mas a vender um produto.
- Além disso, sei que adora lingerie...
- É verdade, gosto bastante de lingerie, e tenho que dizer que este casamento com a Triumph tem sido muito feliz.
- Já que usa a expressão 'casamento feliz', vou aproveitar para confirmar se está de novo solteira...
- Não vou responder a isso. Nunca quis falar sobre a minha vida privada e prefiro continuar a fazê-lo. Estou profissionalmente muito serena e é o máximo que posso dizer.
- E está igualmente serena a nível pessoal?
- Não vou mesmo responder... [risos]
- E a sua filha, como tem sido o crescimento dela?
- Acho que sou uma boa mãe, porque tento incutir à Mariana valores que lhe permitam fazer opções. Para já, em coisas pequenas, mas para a preparar para o futuro. Para que ela comece a sentir já alguma autonomia.
- Ela já está numa fase escolar algo exigente, o que também exige mais de si própria...
- Ela está no terceiro ano, que dizem que é o mais importante. Eu tento acompanhar tudo, sendo uma mãe normal. Quando chego a casa, vejo os cadernos, tento ajudá-la...
- O facto de ter sido mãe tão cedo influenciou, ou continua a influenciar, de alguma forma, a sua carreira?
- Quando fui mãe, aos 20 anos, estava a viver no Japão e tinha ainda uma série de outros mercados para fazer. Claro que prescindi de algumas coisas para ser mãe, mas são opções, e eu fiz a minha.
- Agora com a vida profissionalmente mais calma, pensa acalmar também a nível pessoal e estabilizar mais com a sua filha, com uma família...
- Sempre tive uma vida calma, o meu trabalho sempre foi o meu trabalho e sempre separei bem o lado profissional da vida familiar. E tenho, efectivamente, um lar e uma família. Se daqui a dez anos estiver assim, tanto melhor. Está tudo bem.
- Faz muitos planos?
- Não faço grande futurologia nem grandes projectos para o futuro. Tento viver o dia-a-dia e faço alguns planos, mas a curto prazo, sem grandes preocupações. Para já, quero continuar os meus estudos, quero continuar a aprender e a usufruir daquilo que é a vida e daquilo que ela nos oferece.
- Já conhecia bem Milão?
- Sim, já conhecia, mas desta vez li um pouco mais da história da cidade e fiquei a perceber melhor tudo aquilo que se vê, desde estátuas a monumentos.
- E uma das capitais da moda europeia...
- Milão tem um mercado de moda muito violento, no sentido de intenso, e é completamente diferente de Portugal. Aqui, para se desfilar, é uma passarela muito corrida, em que não se pode parar. Depois, a imprensa e as pessoas presentes são também muito diferentes, mais do que em Portugal.
- Sente um prazer especial por desfilar aqui?
- Devo confessar que a ModaLisboa tem uma organização fantástica e penso que está muito à frente de alguns desfiles que se fazem por aqui.
- A língua pode ser uma barreira?
- Como deriva do latim, não é muito difícil. De qualquer forma, quando não conseguimos manter uma conversação em italiano, recorremos ao castelhano ou ao inglês.
- Soube bem voltar ao mundo da moda, depois de se ter dedicado mais à televisão nos últimos tempos?
- Sim, de facto, soube, pois a televisão é muito exigente, mas também se pode tornar mais compensadora. Ontem estive doze horas a trabalhar aqui em Milão, e nesse tempo o mais produtivo que tive foram três horas. Recordei-me que a moda tem este inconveniente, não se faz nada durante muito tempo. E eu sou uma pessoa muito activa, pelo que considero que a televisão tem muito mais consistência na medida em que proporciona mais interactividade.
- Por isso a moda está cada vez mais longe dos seus projectos...
- Estou com 27 anos, pelo que é difícil fazer uma escolha totalmente direccionada para a moda quando esta exige que as modelos sejam cada vez mais novas. Ainda posso fazer as duas coisas e, se puder, faço ambas. Mas a televisão é um caso cada vez mais sério na minha vida. E à medida que os anos passam e vou ganhando experiência, vejo que faz mais sentido seguir esse caminho.
- Com este evento da Triumph, voltou a desfilar em lingerie. É uma situação constrangedora?
Helena Coelho - Não, de todo. Quando somos manequins, habituamo-nos a lidar bem com o nosso corpo, ou seja, a sentirmo-nos confortáveis com ele. Além disso, as pessoas não estão a olhar para o nosso corpo, mas para as peças. Não sinto que esteja a expor-me, mas a vender um produto.

Helena Coelho em produção para a CARAS
Rodrigo Freixo
- É verdade, gosto bastante de lingerie, e tenho que dizer que este casamento com a Triumph tem sido muito feliz.
- Já que usa a expressão 'casamento feliz', vou aproveitar para confirmar se está de novo solteira...
- Não vou responder a isso. Nunca quis falar sobre a minha vida privada e prefiro continuar a fazê-lo. Estou profissionalmente muito serena e é o máximo que posso dizer.
- E está igualmente serena a nível pessoal?
- Não vou mesmo responder... [risos]
- E a sua filha, como tem sido o crescimento dela?
- Acho que sou uma boa mãe, porque tento incutir à Mariana valores que lhe permitam fazer opções. Para já, em coisas pequenas, mas para a preparar para o futuro. Para que ela comece a sentir já alguma autonomia.
- Ela já está numa fase escolar algo exigente, o que também exige mais de si própria...
- Ela está no terceiro ano, que dizem que é o mais importante. Eu tento acompanhar tudo, sendo uma mãe normal. Quando chego a casa, vejo os cadernos, tento ajudá-la...
- O facto de ter sido mãe tão cedo influenciou, ou continua a influenciar, de alguma forma, a sua carreira?
- Quando fui mãe, aos 20 anos, estava a viver no Japão e tinha ainda uma série de outros mercados para fazer. Claro que prescindi de algumas coisas para ser mãe, mas são opções, e eu fiz a minha.

Helena Coelho em produção para a CARAS
Rodrigo Freixo
- Sempre tive uma vida calma, o meu trabalho sempre foi o meu trabalho e sempre separei bem o lado profissional da vida familiar. E tenho, efectivamente, um lar e uma família. Se daqui a dez anos estiver assim, tanto melhor. Está tudo bem.
- Faz muitos planos?
- Não faço grande futurologia nem grandes projectos para o futuro. Tento viver o dia-a-dia e faço alguns planos, mas a curto prazo, sem grandes preocupações. Para já, quero continuar os meus estudos, quero continuar a aprender e a usufruir daquilo que é a vida e daquilo que ela nos oferece.
- Já conhecia bem Milão?
- Sim, já conhecia, mas desta vez li um pouco mais da história da cidade e fiquei a perceber melhor tudo aquilo que se vê, desde estátuas a monumentos.
- E uma das capitais da moda europeia...
- Milão tem um mercado de moda muito violento, no sentido de intenso, e é completamente diferente de Portugal. Aqui, para se desfilar, é uma passarela muito corrida, em que não se pode parar. Depois, a imprensa e as pessoas presentes são também muito diferentes, mais do que em Portugal.
- Sente um prazer especial por desfilar aqui?
- Devo confessar que a ModaLisboa tem uma organização fantástica e penso que está muito à frente de alguns desfiles que se fazem por aqui.

Helena Coelho em produção para a CARAS
Rodrigo Freixo
- Como deriva do latim, não é muito difícil. De qualquer forma, quando não conseguimos manter uma conversação em italiano, recorremos ao castelhano ou ao inglês.
- Soube bem voltar ao mundo da moda, depois de se ter dedicado mais à televisão nos últimos tempos?
- Sim, de facto, soube, pois a televisão é muito exigente, mas também se pode tornar mais compensadora. Ontem estive doze horas a trabalhar aqui em Milão, e nesse tempo o mais produtivo que tive foram três horas. Recordei-me que a moda tem este inconveniente, não se faz nada durante muito tempo. E eu sou uma pessoa muito activa, pelo que considero que a televisão tem muito mais consistência na medida em que proporciona mais interactividade.
- Por isso a moda está cada vez mais longe dos seus projectos...
- Estou com 27 anos, pelo que é difícil fazer uma escolha totalmente direccionada para a moda quando esta exige que as modelos sejam cada vez mais novas. Ainda posso fazer as duas coisas e, se puder, faço ambas. Mas a televisão é um caso cada vez mais sério na minha vida. E à medida que os anos passam e vou ganhando experiência, vejo que faz mais sentido seguir esse caminho.
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